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A
presença de diferenciais competitivos como a abundância de minério
e redutores (carvão vegetal) e a existência de mão-de-obra competitiva,
colocou o Brasil entre os oito maiores países produtores de
ferroligas e silício metálico. Porém, na última década, diversos
países, como China, África do Sul, Índia, Noruega e França conseguiram,
através de políticas específicas para o setor, ganhar posição
no mercado internacional, aproveitando o espaço deixado por
outros produtores. Apesar dessa pressão competitiva, neste mesmo
período, a produção brasileira cresceu à taxa 1,8% ao ano.

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A produção de ferroligas vem aumentando a sua concentração ao
longo dos anos. Atualmente, embora haja cerca de 57 países produtores,
os 8 maiores são responsáveis por 80% da produção mundial.
O setor é fortemente voltado para o mercado externo, que consome
aproximadamente 56% do volume produzido, o que corresponde a
73% do faturamento. Atualmente, Japão, Estados Unidos e alguns
países europeus, como Reino Unido e Alemanha, são os principais
importadores mundiais de ferroligas.
A indústria nacional de ferroligas e silício metálico supre
quase a totalidade (~94%) da demanda interna e, além disso,
exporta aproximadamente 55% da sua produção, representando aproximadamente
70% do seu faturamento. No período de 1995-2000, a indústria
foi responsável por US$3,6 bilhões de exportações e US$1,8 bilhões
de vendas para o mercado interno. Quando se considera as exportações
e o suprimento da demanda interna, a indústria contribuiu com
uma redução de 18% no déficit da balança comercial brasileira
nos últimos 6 anos, como pode ser observado na figura a seguir.
Um pequeno volume de ferroligas é importado, correspondendo
principalmente às ligas cujos minérios não são encontrados no
Brasil.
A indústria nacional de ferroligas e silício metálico consegue
agregar um valor significativo aos seus produtos de exportação,
sendo que a energia elétrica representa, em média, 30% dos custos
variáveis. Em alguns casos, a indústria possibilita a
utilização de minérios com baixo valor econômico para exportação.

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